sexta-feira, 6 de julho de 2012

Todos contra a PM: o eterno “mordomo” dos crimes em São Paulo. A grande mídia não tem o menor pudor em apontar suspeitos quando estes são policiais.


Todos contra a PM: o eterno “mordomo” dos crimes em São Paulo
A grande mídia não tem o menor pudor em apontar suspeitos quando estes são policiais.


Na dúvida e precisando de um suspeito, que tal jogar a culpa na Polícia Militar paulista? A Folha de S.Paulo não teve dúvidas; ao informar o crime do executivo esquartejado, cravou na manchete: “PMs são suspeitos de esquartejar executivo da Yoki em SP”. Agora, a “suspeita” não se confirma, mas os jornalistas tratam de fingir que nada aconteceu.

Precocemente, a Folha publicou no dia 4 de junho (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1100197-pms-sao-suspeitos-de-esquartejar-executivo-da-yoki-em-sp.shtml):

Um grupo de policiais militares é investigado pelo DHPP (departamento de homicídios), da Polícia Civil de São Paulo, e também pela Corregedoria da PM sob suspeita de participar da morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga, 40, diretor-executivo da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país. Os PMs são investigados porque fariam parte da escolta particular do empresário.

Dois dias depois, a verdade começa a vir à tona, conforme se segue:

Elize Ramos Kitano Matsunaga, 38, afirmou em depoimento nesta quarta-feira que matou o marido, Marcos Kitano Matsunaga, 42, após uma discussão conjugal por conta de uma infidelidade que teria sido descoberta por ela. Ele era diretor-executivo da Yoki e foi encontrado esquartejado no fim do mês passado.

(...)

Segundo a polícia, ela afirmou também que foi agredida por Matsunaga antes do crime e que agiu sozinha.

(http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1101139-mulher-diz-que-matou-executivo-apos-briga-por-causa-de-traicao.shtml)

Hipótese inicialmente cogitada, a suposta participação de PMs --que fariam bico como seguranças de Matsunaga -- no crime também foi descartada pela polícia, que apresentou novos indícios de crime passional.

(...)

Sobre a suposta participação de PMs no crime, Carrasco resumiu: “Ventilou-se que a escolta do casal era suspeita de participar do crime, mas isso não procede, pois marido e mulher não tinham segurança pessoal”, afirmou o diretor-geral do DHPP.

(http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/06/05/policia-civil-descarta-participacao-de-pms-na-morte-de-empresario-da-yoki-e-afirma-que-empresario-traia-a-mulher.htm)

A reportagem errou, pois, três vezes: ao informar que o empresário possuía escolta particular; ao sugerir que a escolta era formada por policiais militares; ao concluir que ossupostos PMs, que supostamente faziam escolta, seriam supostamente os autores do crime.

É suposição demais para o exercício do bom jornalismo – que não se aplica, contudo, quando o assunto é a PM de SP. A Folha – como a maioria dos grandes órgãos de imprensa brasileiros –, sempre cheia de dedos e pudores ao tratar outros “suspeitos” (estupradores, traficantes, sequestradores, invasores de propriedade, mensaleiros), não tem qualquer cerimônia para apontar o dedo à polícia e imputar-lhe os piores crimes.




Fonte: http://midiaamais.com.br/artigo/detalhes/2094/


Divulgação:

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