Ces questions ont électrisé une grande conférence internationale qui s'est tenue à Amsterdam en janvier 2011. Les participants ont longuement évoqué la singularité des Pays-Bas, où le puissant parti populiste de Geert Wilders brandit les droits homosexuels comme un progrès occidental aujourd'hui menacé par l'islam.
Como o leitor assíduo deste blogue já terá eventualmente reparado, nunca eu aqui me referi, de uma forma positiva ou abonatória, a uma certa "direita" europeia ilustrada pelo holandês Geert Wilders — entre outras razões porque se trata de uma “direita” ideologicamente incoerente e populista.
Esta “direita” de Geert Wilders é, aparentemente, libertária — parece procurar a independência da sociedade em relação ao Estado. Parece. Mas, quando apareceu na cena política alemã no princípio da década de 1920, o partido nazi também se apresentou como libertário. Portanto, entre aquilo que um partido político diz que é, por um lado, e por outro lado aquilo que é realmente, pode existir uma grande diferença. Um partido político é como um melão: só sabemos se é bom depois de o abrirmos, assim como só podemos saber se um partido político é coerente com os seus princípios depois de ter assumido o Poder.
(1) A islamofobia característica do movimento de Geert Wilders tem o apoio massivo da militância gayzista ou LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros], não só da Holanda, como em toda a Europa; (2) o movimento de Geert Wilders tem muitas semelhanças com o partido político do líder de uma certa direita austríaca, Joerg Haider, do qual se veio a saber [depois da sua morte em um acidente de viação] que era um grandessíssimo fanchono e abafa-palhinhas, e que, tal como Geert Wilders, era islamófobo.
Este tipo de “direita” também existe em Portugal, só que em termos muito mais confusos e difusos, ainda. Desde logo, é uma “direita” estrangeirada, porque se inspira em ideias políticas estrangeiras e importadas. E depois, parece incorporar nela o activismo político gayzista, como é o caso da relação entre o CDS/PP de Paulo Portas, e Adolfo Mesquita Nunes, por exemplo. Esta é uma “direita” que “evoluiu” da tradicional democracia cristã, que postergou, para uma de espécie de libertarismo decadente que se assume como defensor dos direitos humanos —como se os direitos humanos, alguma vez, pudessem ser considerados, em si mesmos, como uma política!
Em face da “evolução” recente dessa “direita”, simultaneamente islamófoba e homossexualista [ou homófila], eu parei, aqui no blogue, de comentar factos do Islamismo na Europa, salvo raras excepções. A islamofobia dessa “direita” transformou-se em uma forma de legitimar o homossexualismo e a decadência civilizacional que este transporta consigo.