O canal 1 da RDP [Rádio Difusão Portuguesa] que, como sabemos, é uma rádio pública, tem passado recentemente muitas canções de José Mário Branco.
Uma das canções do comunista José, que por lá passa, é o “FMI”: uma lengalenga de longos e infindáveis minutos, em que José Mário Branco interpreta uma melopeia digna de um ébrio em avançado estado de delirium-tremens. A outra canção que passa é a “Caridadezinha”, em que o comunista José defende a ideia segundo a qual apenas e só o Estado tem o direito de fazer caridade. Ou seja, a RDP passa muitas canções de José Mário Branco na medida em que repete ad Nauseam apenas e só estas duas canções do comuna José.
Diz o comuna José que se a caridade for feita pelo Estado, então é boa; mas se a caridade for feita por privados, já é má. E se o Estado estiver falido e não puder fazer a “caridade boa”, o comuna José prefere que não exista, de todo, a "caridadezinha" dos privados, sendo preferível que se morra de fome por aí, criando assim “as condições necessárias” para a ocorrência de uma revolução violenta que institua uma ditadura do proletariado.
Que o comuna José pense da maneira que pensa, o problema é dele; cada maluco, sua sentença. Mas que a RDP nos encha sistemicamente a mioleira com as canções do comuna José, já é outra coisa. Se a RDP quiser passar as canções do comuna José em regime de 24 horas por dia, então que seja privatizada para poder fazer a sua propaganda ideológica sem que seja à custa dos contribuintes portugueses que sustentam os "camaradas" da RDP.